Projeto Porto Maravilha

Veículo Leve Sobre Trilhos

ANTES DEPOIS

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que circulará no Centro e na Região Portuária, ligará toda a área por seis linhas e 42 pontos (38 paradas e quatro estações), em 28 Km de vias. O VLT fortalece o conceito de transporte público integrado e as suas estações vão se conectar com metrô, trens, barcas, teleférico, BRTs, redes de ônibus convencionais e aeroporto.

Entre as linhas estão Cinelândia, Praça Mauá, Aeroporto Santos Dumont, Central do Brasil e Barcas. A integração com outros meios de transportes vai melhorar o trânsito da região central da cidade, em planejamento voltado à redução da circulação de ônibus. As ruas da Região Portuária já começaram a ser preparadas para receber o novo tipo de transporte.

A distância média entre as estações será de 400 metros. Cada uma das 32 composições comporta aproximadamente 400 passageiros, e o tempo máximo de espera entre um trem e outro vai variar de 2,5 a 10 minutos, de acordo com a linha.

No Brasil, não há nada parecido com o futuro VLT do Rio. Mesmo no mundo, o modelo é inédito. Os trens não têm fios superiores em rede aérea e são alimentados por duas fontes de energia. Haverá um terceiro trilho energizado em alguns trechos e nas paradas. A cada frenagem, também há geração de energia - que será armazenada por um equipamento chamado supercapacitor. Essas tecnologias já são utilizadas no mundo, mas somente em separado. O que ainda não existe é a combinação desses dois sistemas, conferindo segurança e economia.

O projeto contempla acessibilidade aos portadores de deficiência física em todos os vagões e exige a instalação de ar-condicionado.

Bilhete único carioca

Os bilhetes permitirão a integração desse modal às politicas de tarifação e integração vigentes no Estado e no Município do Rio de Janeiro. A integração via Bilhete Único Carioca esta prevista no Decreto Municipal 37.181, de 20 de maio de 2013.

Custo e operação

A previsão é de que as seis linhas estejam em operação até 2016. A implantação do novo meio de transporte tem custo avaliado em R$ 1,167 bilhão, sendo R$ 535 milhões financiados por recursos federais, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, e R$ 632 milhões viabilizados por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).

Trens

O projeto prevê a entrega e operação de 32 trens de 3,82 metros de altura, 44 metros de comprimento por 2,40 metros ou 2,65 metros de largura, com capacidade para 400 passageiros, a uma taxa de ocupação de 6 passageiros por metro quadrado.

Os trens serão bidirecionais e compostos, cada um, por 7 módulos articulados. Cada VLT é equipado com 8 portas por lateral. O piso fica à altura de 33 centímetros do solo nos acessos desde o exterior e a 36 centímetros do solo no interior do veículo todo.

Paradas

Em 28 km de vias, o VLT contará com 46 pontos, sendo 42 paradas simples e quatro estações maiores, em locais de grande circulação de pessoas (Estação Praia Formosa-próximo à rodoviária-, Estação Central, Estação Barcas e Estação Santos Dumont).

As paradas serão estruturas simples, abertas e arquitetonicamente compatíveis com o ambiente. Sua localização, determinada por estudos que contemplarão densidade, segurança e integração com outros modais. Vão privilegiar a comodidade e a facilidade no embarque e desembarque dos usuários. Com zonas cobertas, em área dimensionada levando-se em conta a demanda de usuários de cada local, poderá ter bancos ou outros elementos que propiciem a idosos, gestantes e portadores de necessidades especiais comodidade durante a espera.

VLT do Rio

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Última atualização: Dezembro/2013