Prefeitura reinaugura Praça Barão de Ladário

Obras, Mobilidade, Social, Cultural | 20/03/2017

Estratégica na construção dos túneis Prefeito Marcello Alencar e Rio450, área incorporada à Orla Conde é reaberta ao público

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) e da Superintendência Regional do Centro, reinaugurou na segunda-feira, 20 de março, a Praça Barão de Ladário. Por quatro anos, a área foi transformada em canteiro de obras dos túneis Prefeito Marcello Alencar e Rio450. Em cerimônia com a presença de representantes da Marinha do Brasil foi reaberta à população com novo urbanismo e mobiliário seguindo o padrão do Porto Maravilha na Orla Conde.


Vice-Almirante Viveiros, comandante do 1° Distrito Naval, Antonio Carlos Mendes Barbosa, presidente da Cdurp, Leonardo Fracassi, presidente da Concessionária Porto Novo, e Marcelo Rotenberg, superintendente regional do Centro, participam de cerimônia de reinauguração da Praça Barão de Ladário
“Gostaria de agradecer a todos que de alguma forma acompanharam essa obra nos últimos anos, em especial à Marinha do Brasil que está aqui em frente. Agora vemos o resultado com os dois novos túneis do Porto Maravilha que facilitam a circulação de veículos”, disse o presidente da Cdurp, Antonio Carlos Mendes Barbosa.
O poço de ataque de 26 metros de diâmetro e 45 metros de profundidade – recurso construtivo que reduz o impacto da obra sobre o trânsito da cidade – foi instalado na praça e serviu para entrada e saída de material, homens e máquinas de 2012 a 2016. Desde agosto de 2016, com a conclusão dos dois novos túneis, a Concessionária Porto Novo, contratada pela Prefeitura do Rio para executar as obras do Porto Maravilha, iniciou o trabalho de reurbanização do espaço de 2.150 m². A área do poço de ataque foi fechada com uma laje de concreto que serviu como base para a construção de parte da praça.
Novas redes de drenagem, de telecomunicações e iluminação pública de LED foram implantadas seguindo o padrão urbanístico da Orla Conde. O piso de mosaico é composto por granito, pedras, paralelepípedos e grama. Destaque na revitalização, o paisagismo ocupa 1.088,4 m² de área ajardinada. O capim lembra uma plantação de trigo, diferencia-se na vegetação que tem ainda Bromélia Imperial, Orquídea-Bambu e Ipê Amarelo.
“Esse é o exemplo de praça que queremos para o Centro, bem cuidada e arborizada. Cabe ao poder público retomar os espaços públicos e, neste caso, pensar com a Marinha a ocupação”, defendeu Marcelo Rotenberg, superintendente regional do Centro.
A colaboração da Marinha do Brasil e das instituições e estabelecimentos do entorno foi importante para a execução das obras no local. Especialmente no primeiro ano das intervenções, quando o poço foi perfurado com detonações controladas. A estátua do Barão de Ladário, retirada durante todo este período, retornou ao centro da praça.
“A reinauguração da Praça Barão de Ladário, além de servir para relembrar nossos líderes e contribuir para a mobilidade urbana ao dar espaço aos dois túneis, valorizou os edifícios históricos da Marinha do Brasil”, comemorou o Vice-Almirante Viveiros, comandante do 1° Distrito Naval.
Quem foi José da Costa Azevedo, o Barão de Ladário
José da Costa Azevedo nasceu em 20 de novembro de 1823, no Rio de Janeiro. Durante sua carreira militar, o chefe de esquadra fez parte da comissão de recebimento da Fragata D. Afonso, participando do salvamento dos tripulantes do navio inglês Ocean Monarch, incendiado próximo a Liverpool, na Inglaterra. Combateu à Revolução Praieira em 1849, quando servia na mesma fragata. Participou também do salvamento da Nau portuguesa Vasco da Gama, desarvorada na Baía de Guanabara. Tomou parte em várias comissões de demarcação de fronteiras e realizou diversos estudos hidrográficos. Lutou na Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870). Assumiu o Ministério da Marinha no último gabinete do Império, chefiado por Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, período de grandes convulsões político-sociais que resultaram no fim do regime monárquico em 15 de novembro de 1889.
História da Praça
De acordo com a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a Praça Barão de Ladário foi batizada com esse nome em homenagem ao último ministro da Marinha do regime monárquico, almirante José da Costa Azevedo, primeiro e único barão de Ladário, por sugestão do então ministro da Marinha Almirante Protógenes Pereira Guimarães. A praça foi parte do projeto de remodelação do litoral da cidade de autoria do engenheiro francês Alfred Hubert Donat Agache, elaborado de 1927 a 1930. O projeto previa, após a demolição do antigo prédio que comportava o gabinete do ministro da Marinha e construção de um novo prédio, o atual Edifício Almirante Tamandaré e a edificação de uma praça contígua, logo denominada Praça Barão de Ladário. O logradouro da “Praça Barão de Ladário” foi criado pelo Decreto nº 5.894 de 31 de fevereiro de 1936, motivado por solicitação do ministro da Marinha, ainda em 1933, ao então interventor federal no Rio de Janeiro, Pedro Ernesto.
Em 2012, a Praça Barão de Ladário foi fechada para obras do Porto Maravilha e agora é reinaugurada e devolvida à população do Rio de Janeiro, incorporada aos 287 mil m² da Orla Conde. O passeio público de 3,5 Km conecta o Largo da Misericórdia à Praça Mohamed Ali, na altura do Armazém 8 e se transformou em um marco da revitalização da região central da cidade.


Com a conclusão das obras, reurbanização do espaço de 2.150 m² incorporou praça à Orla Conde