Imersão no Porto Maravilha

Social, Cultural | 29/06/2016

“E se você pudesse entender a prefeitura por dentro?”. Trinta jovens entre 18 e 35 anos interessados em política e gestão pública foram selecionados para participar do projeto Imersão com essa finalidade. Parte das atividades do Laboratório de Participação da Prefeitura do Rio, o LAB.Rio,  o Imersão oferece aos cariocas oportunidade de conhecer melhor o funcionamento e os processos decisórios da gestão municipal. O processo seletivo é aberto a toda a população. Na segunda edição, o grupo vivenciou atividades na prefeitura nos dias  21, 22 e 23 de junho.

A iniciativa aborda sempre quatro temas centrais, Planejamento & Gestão definido previamente e outros três escolhidos pelos inscritos. Os assuntos da vez foram Mobilidade, Grandes Obras e Educação. No período da manhã, o grupo se reuniu com equipes técnicas e gestores de diversas secretarias e empresas públicas. À tarde, os participantes conheceram de perto instalações, equipamentos e obras municipais debatidas nos escritórios.
Participantes do Imersão conhecem o Museu do Amanhã e o Porto Maravilha
Para ilustrar os temas Mobilidade e Grandes Obras o local escolhido para visita foi o Porto Maravilha. O grupo conheceu a Orla Conde, passeou no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e participou de uma visita guiada ao Museu do Amanhã. Assessora de Desenvolvimento Econômico e Social da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Aline Abud acompanhou o grupo e tirou dúvidas sobre temas como Habitação de Interesse Social, Certificados de Potencial Adicional de Construção, ocupação dos armazéns na Rodrigues Alves e o papel da Concessionária Porto Novo na operação urbana.
Ao fim da visita, os participantes conversaram um pouco sobre o que viram no Porto Maravilha em bate-papo informal.

Vocês já tinham visitado a Região Portuária?
Guilherme Alef, 22 anos, morador do Catete e estudante de gestão pública:  Eu só tinha vindo antes da derrubada da Perimetral. Era muito diferente.

Qual a impressão de vocês do antes e depois da demolição da Perimetral?
Fabiane Marcondes, 29 anos, moradora do Centro e produtora cultural: É impossível imaginar que aqui passava a Perimetral. Mudou bastante a região. Eu, particularmente, estava muito cética, sem acreditar que funcionaria e com dúvidas se ficaria tão bom quanto o esperado. Vendo agora, acho que valeu a pena, está ficando tão bom quanto o prometido.

Sobre a mobilidade na região, o que viram de mais interessante? Quais foram as impressões?
Johanns Eller, 19 anos, morador do Humaitá e estudante de Comunicação Social: O VLT traz de volta um símbolo do Rio de Janeiro que eram os bondes. Ele retoma a tradição da cidade no transporte sobre trilhos, traz um paradigma de volta, um transporte rápido, seguro e confortável, devolvendo uma região que estava degradada e esquecida.

Qual era a imagem da Região Portuária que vocês tinham antes dessa visita? E qual imagem fica?
Guilherme Alef, 22 anos, morador do Catete e estudante de gestão pública: Sempre achei que era uma zona que precisava de mais investimento, ocupação. Apesar de algumas restrições que o projeto vai colocar para ocupação e uso dos espaços, essa relação com a população vai sendo construída com o tempo, e a forma que a gente vai pensar em como utilizar esses espaços também. Fico muito feliz, como carioca, de ver essa transformação toda. É muito legal.

Para você, moradora da Região Portuária, qual é a impressão para quem está de perto?
Elisangela Almeida, 19 anos, empreendedora social: Vejo muita diferença. Moro na Gamboa e vejo o desenvolvimento da região como um todo. O comércio está crescendo, tudo está evoluindo com a revitalização.
 
Texto e foto: Helena Soares