Escritórios do futuro no Porto Maravilha

| 06/12/2018

Prédios modernos, rotinas idem. Ao mesmo tempo em que a economia do País mostra sinais de melhora, os edifícios do Porto Maravilha, não por coincidência, começam a ser ocupados por várias empresas que cultivam práticas coorporativas tendência em escritórios pelo mundo. Trabalhar em casa uma vez na semana (ou home office) e escritório aberto (ou open office) são algumas.
Os termos em inglês são exemplos de práticas adotadas nos novos edifícios Triple A - outro nome estrangeiro que classifica prédios de alto padrão – do Porto Maravilha. Uma breve definição destes termos seria: no home office, o funcionário trabalha remotamente e chega a participar de reuniões via internet com transmissões de vídeo; open office é uma tendência de arquitetura de escritórios onde não há divisórias entre os setores das empresas e, quando há, são transparentes; já Triple A é a classificação imobiliária que define novos edifícios que têm o que há de mais moderno, tecnológico e sustentável em sua construção, além de privilegiar andares com ambientes abertos, sem paredes ou divisórias.

Edifícios Nova e Vista Guanabara: dois exemplos de prédios de última geração no Porto
Até o fim de dezembro deste ano, 11 novas empresas anunciaram a vinda para o Porto Maravilha, como a Bradesco Seguros, grandes escritórios de advocacia como o Tauil & Chequer e o Licks Advogados e o banco chinês Bocom BBM. Outras já se mudaram com seus funcionários e logo redefiniram suas rotinas de trabalho. É o caso, por exemplo, da agência de classificação de risco Fitch Ratings, a agência de turismo AlaTur e a Casa Granado. As três, aliás, com seus setores fisicamente integrados, no modelo de andar todo aberto, sem divisórias.
A japonesa Nissan chegou ao Edifício Nova neste semestre. A sede brasileira adota o home office uma vez na semana, seguindo o exemplo da filial de Paris que já tem escala para trabalho em casa três vezes por semana. Na L’Oréal, além do escritório sem divisórias e o “dia de trabalho em casa”, os funcionários não têm lugar marcado. É o sistema apelidado de flex work. Colaboradores podem se sentar em qualquer mesa como estímulo à integração entre os setores. “É mais uma ferramenta de transformação cultural que implementamos para empoderar os funcionários. Assim incentivamos o elo de confiança entre os times e colocamos em prática o conjunto de valores que queremos implementar na L’Oréal Brasil: reforçar o pilar do protagonismo e da cooperação”, explica Fábio Rosé, diretor de Recursos Humanos da L’Oréal Brasil.

Funcionários da L’Oréal Brasil desfrutam de ambiente sem divisórias ou lugar marcado

As recém-chegadas Fábrica de Startups e Clube do Empreendedor trazem inovação na própria atividade que desenvolvem. As aceleradoras funcionam como um local para uso de pequenas empresas “nômades”, que não têm escritório fixo e usam o espaço para adquirir conhecimento, fazer reuniões e aliar serviços com outros locatários. A portuguesa Fábrica de Startups movimenta mais de 500 empreendedores na região, e o Clube Empreendedor tem mais de 14 mil associados.
Texto e fotos: Bruno Bartholini