Igreja de São Francisco da Prainha reabre sob as bênçãos de Dom Orani Tempesta

Obras, Cultural | 08/07/2015

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    Igreja estava fechada desde 2004 Mariana Aimée

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    Igreja antes do restauro Yara Lopes

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    Desgradação no interior da igreja Clarice Tenorio Barretto

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    Recuperação de características originais Clarice Tenorio Barretto

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    Detalhes na instalação do lustre recuperado Jader Colombino

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    Recuperação dos azulejos do sacrário Clarice Tenório Barretto

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    Altar durante as obras Clarice Tenório Barretto

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    Operário durante restauro de escadaria da igreja Clarice Tenório Barretto

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    Vista do Morro da Conceição durante as obras da igreja Clarice Tenório Barretto

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    Cardeal Dom Orani Tempesta visita obras da igreja Bruno Bartholini

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    Igreja restaurada Jader Colombino

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    Igreja reaberta J.P.Engelbrecht

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    Missa de reabertura J.P.Engelbrecht

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    Dom Orani e prefeito Eduardo Paes participam de missa de reabertura J.P.Engelbrecht

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    Obras começaram em 2013 Yara Lopes

Imóvel restaurado pela Prefeitura do Rio estava fechado desde 2004 por problemas de conservação

Capela ficará aberta à visitação das 9h às 11h30 e das 13h às 16h, de segunda a sexta-feira / J.P. Engelbrecht

Capela ficará aberta à visitação das 9h às 11h30 e das 13h às 16h, de segunda a sexta-feira / J.P. Engelbrecht

Moradores do Porto ganharam de presente  na terça-feira à noite, dia 7 de julho, a reabertura da Igreja de São Francisco da Prainha . Após mais de uma década fechada, missa de Ação de Graças celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Dom Orani João Tempesta, lotou igreja e adro ao redor. O restauro foi promovido pelo programa Porto Maravilha Cultural, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), que investe 3% dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) na valorização do patrimônio material e imaterial local.

Após a cerimônia, o prefeito Eduardo Paes destacou a importância da abertura do imóvel para a região. "Reinauguramos a Igreja de São Francisco da Prainha. O incrível do Porto Maravilha é justamente permitir que, ao mesmo tempo em que se moderniza uma região da cidade, se preserve também seu patrimônio histórico e cultural", comentou.

Para a moradora Nasaret Aparecida de Freitas é gratificante ver a igreja sendo reaberta. "Fico muito feliz por fazer parte disso. Acompanhei a obra desde o início, passava aqui quase todos os dias para ver de perto e trazer cafezinho para os operários. Agradeço a Deus e a todos que trabalharam e nos deram esse presente que é a reabertura da igreja", comemorou.

Cardeal Dom Orani João Tempesta e prefeito Eduardo Paes participaram da missa de reinauguração/ J.P. Engelbrecht

Cardeal Dom Orani João Tempesta e prefeito Eduardo Paes participaram da missa de reinauguração/ J.P. Engelbrecht

Moradores do Morro da Conceição e do entorno podem se programar para a retomada das atividades eclesiásticas. De acordo com o responsável pela igreja, Antonio Benedito de Jesus da Silva Bitencourt, a capela ficará aberta à visitação das 9h às 11h30 e das 13h às 16h, de segunda a sexta-feira.

 "Uma igreja aberta é uma porta aberta a todos. Agora os moradores podem vir todos os domingos à missa, programar batizados e casamentos. É um ganho muito grande para quem viu a igreja quase caindo", afirma Marília de Souza, moradora do Morro da Conceição.

História

Construída em 1696 pelo Padre Francisco da Motta e doada em testamento à Ordem Terceira de São Francisco da Penitência em 1704, a igreja é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como monumento artístico. A reconstrução tornou-se tradição desde que a primeira capela foi erguida no séc. XVII. Durante a invasão francesa, em 1710, as tropas de Jean-François Duclerc estavam encurraladas entre a capela e o trapiche (armazém próximo ao cais para depósito e guarda de mercadorias) de propriedade da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência. Para provocar a rendição do inimigo, o então governador Castro Morais ordenou o incêndio dos dois prédios. Por alguns anos, tudo ficou em ruínas, até que a Ordem mandou reedificar o trapiche, à época, o mais importante da cidade.

Em 4 de novembro de 1738, a nova capela foi construída no local da antiga para satisfazer o grande número de fiéis. A nova Igreja de São Francisco da Prainha ficou pronta em 1740. Em 2013, a Cdurp contratou para o restauro a empresa Biapó, responsável por obras de grande relevância no País, como a Casa da Moeda, Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (RJ), o Mercado Municipal (GO). A empresa venceu a licitação para recuperar o prédio em investimento de R$ 3,9 milhões por meio do Porto Maravilha Cultural. Assim, quase 12 anos depois, quando o Rio de Janeiro completa 450 anos, a igreja pode reabrir as suas portas como presente para a cidade.

Saiba mais sobre o restauro

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