Entulho é reaproveitado
As obras de requalificação urbana do Porto Maravilha geram toneladas de entulho e resíduos, mas todos têm destino: a reciclagem. Engenheiros responsáveis seguem à risca a resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) nº307, que determina o reaproveitamento das sobras das construções civis.
Recentemente, a demolição de galpão atrás do Morro da Saúde
gerou 8 mil metros cúbicos (m3) de entulho que foram reaproveitados. João
Carlos Zimpel, gerente de Infraestrutura da Companhia de Desenvolvimento Urbano
da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), informou que as estruturas metálicas
foram doadas à Cruz Vermelha e as partes de concreto foram utilizadas na própria
obra.

Demolição de galpão atrás do Morro da Saúde gerou 8 mil metros cúbicos (m3) de entulho que foram reaproveitados / Foto: Alberto Silva
Coordenador de produção da obra do Túnel da Saúde, Joel Ventura garante que grande parte do entulho pode ser reaproveitado e explica como acontece a separação e a transformação do material descartado em matéria-prima. "Uma máquina denominada tesoura faz o corte das estruturas metálicas. Logo após esse processo, outra entra em ação, a britadeira, que faz a quebra dos blocos de concreto. Depois do processo de quebra, separamos mais dois materiais, além das estruturas metálicas, vergalhões retorcidos e o entulho, mistura de concreto e tijolo. Tudo isso pode ser reaproveitado", defende.

Joel Ventura, coordenador de produção da obra do Túnel da Saúde, explica que quase todo o entulho pode ser reaproveitado nas próprias obras / Foto: Elisa Ramos
Para o engenheiro da Cdurp, João Carlos Zimpel, a iniciativa é essencial à otimização de recursos para a construção e execução das obras na Região Portuária, além da redução do impacto ambiental no bairro. "O maior benefício deste tipo de reaproveitamento é a redução de custos com o combustível e com o transporte do material descartado. E essa é uma preocupação de todos nós, envolvidos nesse processo. A reciclagem reduz de forma satisfatória os impactos ambientais", conclui Zimpel.
Última atualização: 24/02/2012